A história do Basenji

Por eu ter vivido muito longe de outras raças caninas, por certo tempo me consideraram um animal selvagem

Aqui estou eu como uma das raças mais antigas do mundo. Nasci no Congo e, segundo os historiadores, não era raro encontrar um Basenji como eu, deitado junto ao assento do seu dono no ano 3600 a.C, na dinastia egípcia. Imaginem... fiel até após a morte e mesmo mumificado.

Após essa época do império egípcio minha raça foi considerada extinta e foi somente por volta de 1870 que fomos novamente encontrados no Sudão e no próprio Congo.

Fui criado como um cão de caça e não era difícil me colocarem para caçar ratos (eca), mas tive bons cuidados, não posso reclamar, principalmente pelos índios que cuidavam de mim com um carinho todo especial.

Por eu ter vivido muito longe de outras raças caninas, por certo tempo me consideraram um animal selvagem... imagina. O interesse por minha raça foi ressurgindo e fui então levado para a Grã-Bretanha, em torno de 1930 e depois para os Estados Unidos, em 1940. No ano de 1966 fui para a França e, pode saber, faço um sucesso danado nesses países.

Telma da Camara