A história do Chartreux

Adoro o fato de contarem a minha história como se fosse uma lenda. Dizem que meus antepassados foram levados para a França por cavaleiros que regressavam das cruzadas e que vinham tanto do Irã, como da Síria. Já sobre o nome da minha raça, uns dizem que surgiu por causa dos monges Carthusian que costumavam tomar um licor de nome Chartreuse, outros dizem que esse nome surgiu por causa de uma lã de origem espanhola, do século XVIII, que era muito semelhante com a minha pelagem.

Por que não anotam os dados direitos quando eles surgem? Dá nisso...

Tem duas coisas que fizeram com que a minha raça fosse muito apreciada: a cor do meu pelo e a minha pelagem que sempre foi comparada a de um veludo. Por causa dela, quase fiquei extinto, pois simplesmente usavam minha pelagem para venda e, de quebra, ainda vendiam a minha carne. Imagina...eu sendo comercializado de forma bárbara e por preços absurdamente caros! Isso quer dizer que lutei muito para sobreviver e por causa da ajuda de duas freiras boazinhas que ficaram abismadas com o que estavam fazendo com a minha raça e me protegeram. O nome delas era Cristine e Suzanne e as duas viviam no Hospital Belle-Ile-Sur-Mer. Foi muuito trabalho até que as duas conseguissem adotar um casal da minha raça e começarem uma reprodução muito seleta para que tudo corresse bem. Por causa desse esforço, aqui estou eu.

É muito chique dizer que a primeira gatinha (pena eu não a ter conhecido, pois dizem que ela era linda) que ganhou o título de Campeã Internacional, como a gata com mais estética, na exposição do Cat Club de Paris, foi uma gata Charteux.

Isso é um currículo e tanto para a minha raça e cada vez mais fui ficando famoso e conhecido como o gato azul.