A história do Husky Siberiano

Pertenço a um grupo de cães que era especializado em puxar trenós e suportar temperaturas baixas extremas

A palavra Husky significa rouco e dizem por aí que no dia do meu batizado acharam que por eu ter o latido rouco, esse seria o melhor nome para designar a minha raça. Mas na verdade, como eu sei que sou proveniente do leste da Rússia e lá existe uma palavra chamada “Ruskii”, que quer dizer “russo”, faz muito mais sentido que o meu nome tenha surgido daí. O povo adora contar histórias, mas eu acho a segunda versão muito mais nobre. Até porque é fácil perceber que sou um cão nórdico. 

Meus ancestrais existem a mais de dois mil anos na região da Sibéria.

Tudo começou assim: minha raça foi desenvolvida no Alaska por um povoado próximo aos esquimós, chamados Chukchis. Fui criado para ser um cão com velocidade e com capacidade enorme para sobreviver àqueles invernos rigorosos e sem muita alimentação. Em mim, transportavam cargas e eu tinha que percorrer longas distâncias. Acho que dispensa qualquer outro comentário sobre minha resistência, não?

Nós, os Huskys, éramos utilizados para puxar trenós e isso incluía todos os tipos de Huskies, o Siberiano (que sou eu), o Esquimal e o Malamute do Alaska.

Devido ao meu peso que era menor do que dos outros Huskys eu me tornei o favorito para puxar os trenós, pois a minha velocidade e agilidade realmente encantavam os Chukies, fora que comia menos.