A história do Pit Bull

Os americanos têm um certo orgulho em dizer que minha raça teve início por lá e como são poucos os registros de minha história, a fama ficou com eles, até porque, como os historiadores dizem que a minha raça, que eles denominam American Pit Bull, é uma versão do Stafordshire.

Mas há controvérsias. Outros dizem ainda que minha raça é uma versão um pouco mais moderna do English Bulldog. Tenho cá comigo que as minhas aptidões, tamanho e caráter foram trabalhados mesmo nos Estados Unidos. Até desvendar esse mistério eu ficaria horas aqui contando o que nem eu sei direito, afinal, não sou um animal racional.

Mas algo me incomoda muito nessa história toda: minha reputação. Eu era o cão mais elogiado por minhas qualidades e, de repente, me acham o “Bush”. Ninguém merece isso. 

Vamos entender isso, de uma vez por todas? A minha força não é questionável. Sou um cão forte e não existe raça canina parecida com as minhas qualidades. O problema são dos humanos que me transformaram num cão de luta, sabendo que eu tinha no meu sangue uma força incomparável. Oras, se você cria uma criança dando-lhe tapas e instigando-a a lutar e a ser agressiva, para sobreviver, acha que ela será dócil? Acha que ela vai achar melhor morrer do que lutar pela vida dela?

Essas pessoas inescrupulosas e sem responsabilidade alguma fizeram com que alguns Pit Bulls se tornassem assassinos, por pura conveniência. Ao treinarem meus irmãos para lutas sanguinárias, eles os transformaram em figuras do mal, para ganhar dinheiro fácil, quando na verdade as minhas perfeitas qualidades de guardião, caçador, policial e pastor ficaram em segundo plano. A minha hostilidade é parecida com a da maioria dos cães quando são importunados. Não ataco as pessoas.

Não sou um cão assassino e é bom que isso seja esclarecido de uma vez por todas. 

Se você me adotar como cão e cuidar de mim com responsabilidade, verá como sou dócil e companheiro.