A história do Spitz Alemão

Sou o Spitz Alemão, mas pode me chamar de Lulu da Pomerânia, caso prefira. Só não me chame de raposa, por favor. Apesar de ter consciência que pareço um pouco com ela, sou um cachorro, ok?

A história da minha raça conta que sou descendente de cães que puxavam os trenós da Lapônia e da Islândia. Adivinha só quem foi uma das figuras mais importantes que me introduziu na Inglaterra? Ninguém mais, ninguém menos do que a Rainha Vitória. Isso é que é ser chique e famoso, não é não?

Depois de ter uma madrinha tão especial quanto ela levaram-me para o restante dos países da Europa e para os Estados Unidos. 

Quer saber de outra figura importante que tinha um cãozinho tão belo como eu? Mozart! Eu era tão querido por ele, que ele quase não se arriscava a compor em Viena, sem ter do lado a minha companhia.

A minha pelagem abundante é meu atrativo especial. Não é à toa. Minha pelagem leva três anos para atingir a maturidade e isso quer dizer muita espera para que ela vire um atrativo. Quem olha pode até pensar que estive no salão do famoso Marco Antonio de Biaggi, tamanha a exuberância e glamour das minhas madeixas. Mas o mérito é de nascença mesmo. É pelagem pra nenhum mortal botar defeito. Fora isso conto com meus olhos amendoados e as orelhas pontiagudas para chamar a atenção de todos e ainda me conferirem um ar de esperteza como os que as raposas têm. É daí que vem o meu apelido de raposa que, diga-se de passagem, não gosto nada, nada.